João Bosco    

Fatalidade (Balconista teve Morte Instantânea)

Letras João Bosco / Fatalidade (Balconista teve Morte Instantânea)

Fatalidade (Balconista teve Morte Instantânea)

João Bosco

Pela pista fatal da Avenida Brasil
Ela volta e tem direito
A um metro de passagem.
Com um filho na barriga
De que lado da avenida
Ficará a vida dela:
Luz lilás, arrependida,
Ou sumida na favela?
De um lado da pista
Da Avenida Brasil
Ficou a infância
Nas poças de chuvas,
Ficou a pureza
De um jeito esquisito
No chão e no corpo
De um mata-mosquito.
Do lado contrário da pista fatal
Ficou o irmão
Um homem tão sério
Crivado de bala
Em flagrante adultério.
Na pista fatal da Avenida Brasil
Se cumpra o destino desta balconista:
Corpo atropelado
Se cumpre sem lado no meio da pista.
No fim da promessa
A verdade de m dia
De que aquele amor jamais acabaria
Como o cheiro de podre daquela avenida
Como o brilho de fogo
Da refinaria.


João Bosco

Fatalidade (Balconista teve Morte Instantânea)

João Bosco

Fatalidade (Balconista teve Morte Instantânea)

Pela pista fatal da Avenida Brasil
Ela volta e tem direito
A um metro de passagem.
Com um filho na barriga
De que lado da avenida
Ficará a vida dela:
Luz lilás, arrependida,
Ou sumida na favela?
De um lado da pista
Da Avenida Brasil
Ficou a infância
Nas poças de chuvas,
Ficou a pureza
De um jeito esquisito
No chão e no corpo
De um mata-mosquito.
Do lado contrário da pista fatal
Ficou o irmão
Um homem tão sério
Crivado de bala
Em flagrante adultério.
Na pista fatal da Avenida Brasil
Se cumpra o destino desta balconista:
Corpo atropelado
Se cumpre sem lado no meio da pista.
No fim da promessa
A verdade de m dia
De que aquele amor jamais acabaria
Como o cheiro de podre daquela avenida
Como o brilho de fogo
Da refinaria.