João Bosco    

Doces olheiras

Letras João Bosco / Doces olheiras

Doces olheiras

João Bosco

Escândalos, paixões e correrias
Tem sido assim os meus dias
Pela cidade de Ilhéus

Todas caem no meu laço
Desde a filha de Maria
À bailarina dos véus

Das damas às cozinheiras
Ninguém resiste ao mormaço
Das minhas doces olheiras

Falante, elegante, mau-caráter
Cafajeste irresistível
Grande galanteador

Também um sóbrio chefe de família
Liberal
Conservador

Sou amigo dos amigos
Mas se é por uma donzela
Posso até ser surpreendido
Fugindo pela janela

Ah, eu vivo entre mulheres levianas
Raparigas, solteironas e viúvas
Sirigaitas, doidivanas
Perfumes, leques e luvas

Aprendi que em cada uma
Há um gosto que é só dela
Que vai do sal do veneno
Passando pelo sem gosto
Até o cravo e a canela

Até o cravo e a canela
Até o cravo e a canela
Até o cravo e a canela
...


João Bosco

Doces olheiras

João Bosco

Doces olheiras

Escândalos, paixões e correrias
Tem sido assim os meus dias
Pela cidade de Ilhéus

Todas caem no meu laço
Desde a filha de Maria
À bailarina dos véus

Das damas às cozinheiras
Ninguém resiste ao mormaço
Das minhas doces olheiras

Falante, elegante, mau-caráter
Cafajeste irresistível
Grande galanteador

Também um sóbrio chefe de família
Liberal
Conservador

Sou amigo dos amigos
Mas se é por uma donzela
Posso até ser surpreendido
Fugindo pela janela

Ah, eu vivo entre mulheres levianas
Raparigas, solteironas e viúvas
Sirigaitas, doidivanas
Perfumes, leques e luvas

Aprendi que em cada uma
Há um gosto que é só dela
Que vai do sal do veneno
Passando pelo sem gosto
Até o cravo e a canela

Até o cravo e a canela
Até o cravo e a canela
Até o cravo e a canela
...