João Bosco    

Boi

Boi

João Bosco

Boi-bumbá
o rei do congado quem vai eleger
eh! Boi
marcado, arriado por meu canjerê,
o boi foi todo enfeitado
e passado pra trás.
Boi-bumbá
Exu, boitatá, curupira
entregando o boi,
cobra jararaca na mata
espreitando o boi
que não sabe o que faz.
O planalto quieto
recorta uma loura assombração
lançando a tocha rubra
nos campos de algodão.
O incêndio estala e cresce
nas entranhas do sertão.
Dispersa o gado morro abaixo
¾ cada um por si.
depois, o ouro baço
o boi de bruços no arraial
de beiço murcho, a junta mole.
Corumbá!
E! E! boi
o canto do aboio é agouro ruim.
E! boi
o gado se esquece com pouco capim
um boi, barroso, retardo, não vai se fechar.
E! E! boi
rebenta o cercado
e guerreia por teu lugar
ou tomba no fundo das águas de Guajará.
Bumba-meu-boi-bumbá!


João Bosco

Boi

João Bosco

Boi

Boi-bumbá
o rei do congado quem vai eleger
eh! Boi
marcado, arriado por meu canjerê,
o boi foi todo enfeitado
e passado pra trás.
Boi-bumbá
Exu, boitatá, curupira
entregando o boi,
cobra jararaca na mata
espreitando o boi
que não sabe o que faz.
O planalto quieto
recorta uma loura assombração
lançando a tocha rubra
nos campos de algodão.
O incêndio estala e cresce
nas entranhas do sertão.
Dispersa o gado morro abaixo
¾ cada um por si.
depois, o ouro baço
o boi de bruços no arraial
de beiço murcho, a junta mole.
Corumbá!
E! E! boi
o canto do aboio é agouro ruim.
E! boi
o gado se esquece com pouco capim
um boi, barroso, retardo, não vai se fechar.
E! E! boi
rebenta o cercado
e guerreia por teu lugar
ou tomba no fundo das águas de Guajará.
Bumba-meu-boi-bumbá!